A maior parte dos solos brasileiros necessita de reposição de minerais para assegurar produtividades constantes, sendo crucial conhecer quais os tipos de adubação e em qual momento aplicá-las.
No entanto, para maior eficiência, utilizar os implementos agrícolas e saber como realizar os procedimentos corretos fazem toda a diferença.
Neste artigo, vamos esclarecer como funciona esse processo, os benefícios de cada tipo de adubação e os principais maquinários existentes para melhor custo-benefício. Continue lendo!
A adubação ou fertilização é um dos principais meios de proporcionar a nutrição das plantas. De maneira geral, há três tipos de insumos principais: orgânicos, minerais e organominerais. Confira a diferença entre eles.
Utilizando de dejetos vegetais e/ou animais como material de base, esse é um dos tipos de adubação que trabalha como condicionador do solo, promovendo a melhoria de suas características físico-químicas. Podemos citar como exemplo o esterco animal, folhagens, bagaço de uva, torta de filtro ou mamona.
Os fertilizantes orgânicos elevam a quantidade de matéria orgânica, consequentemente, a CTC (capacidade de troca de cátions) do solo. Além disso, tornam o solo mais estável, aumentando a capacidade de reter água.
O adubo inorgânico é amplamente utilizado na agricultura em grande escala. Sua matéria-prima são as rochas, sendo obtido por meio de procedimentos físicos, químicos e físico-químicos. Entre eles, destacam-se o nitrogênio, o potássio e os fosfatados.
Os fertilizantes minerais são tipos de adubação altamente concentrados. Quando em contato com a umidade do solo, esses nutrientes são rapidamente absorvidos pelas plantas. Por isso, sua aplicação deve ser moderada.
Produtos como Basacote e o Osmocote, são fertilizantes especiais dotados de uma liberação controlada de nutrientes encapsulados em polímeros, liberados lentamente durante o ciclo de desenvolvimento das plantas.
Apesar de seu custo, a aplicação de fertilizantes com liberação controlada pode diminuir os gastos com mão de obra. Contudo, é necessário tomar cuidado para escolher o produto certo, uma vez que a duração da liberação dos nutrientes para as plantas varia de 3 a 12 meses, dependendo do produto.
O adubo organomineral é preparado a partir da compostagem de fontes de matéria orgânica, como palha de café, palha de milho e bagaço de cana, serragem, esterco de animais, resíduos de hortas, cama de frango. Além disso, o extrato de algas do tipo Ascophyllum nodosum é um ingrediente fundamental nesse processo.
Para obter os ativos biológicos desejados, as algas marinhas são colhidas em condições ambientais extremas, como baixas temperaturas e variações de marés. Na sequência, são submetidas a um processo de secagem, trituração e outras etapas químicas.
Outros elementos minerais, como o NPK, são adicionados à mistura a fim de cumprir os requisitos nutricionais necessários para determinadas culturas de solo.
Esses tipos de adubo trazem benefícios específicos que vale a pena tomar como nota para melhores produtividades no campo. Separamos os principais de cada:
adubação orgânica — contribui para melhor estruturação do solo, pois melhora a capacidade de retenção de água. Além disso, proporciona liberação lenta e gradual dos principais nutrientes para o solo, como nitrogênio, fósforo e potássio, garantindo proveitos em longo prazo;
adubação mineral — fornece ao campo nutrientes concentrados, sendo uma fonte rápida e eficaz na suplementação nutricional das culturas;
adubação organomineral — traz benefícios mútuos, uma vez que combina as vantagens da adubação orgânica e mineral, ou seja, proporciona a liberação lenta e gradual, com a suplementação rápida de minerais.
Usar os tipos de adubação em conjunto pode contribuir para melhorar a qualidade na colheita. De maneira geral, é importante monitorar os nutrientes como fósforo, potássio, nitrogênio, cálcio, magnésio e boro, pois são os que estão envolvidos no metabolismo, na fotossíntese e na melhor qualidade dos frutos.
Quando um desses fatores está em falta, um dos primeiros sinais é a clorose (amarelamento das folhas), principalmente devido à ausência do nitrogênio. Além disso, percebe-se bastante abortamento floral e menor desenvolvimento vegetativo dos frutos, quando teores como boro e potássio estão desconcentrados.
Caso algum desses sintomas estejam recorrentes, os conhecimentos de um engenheiro agrônomo são essenciais para melhores alinhamentos.
Os principais maquinários são as plantadeiras e adubadoras com sistema de distribuição a lanço. Entenda com mais detalhes!
Os avanços tecnológicos oferecem controle preciso das taxas de adubação e sementes. Isso possibilita curvas de compensação e controle de abertura e fechamento de sementes por linha, promovendo a uniformidade na aplicação e reduzindo as sobreposições, o que resulta em economia de custos no plantio.
Inclusive, o nosso modelo Lumina 500 compreende a união de excelente custo-benefício com agricultura de precisão.
Esse modelo proporciona a aplicação da adubação mineral mais precisa na área, sendo controlado pela altura das comportas, com abertura e fechamento automáticos. Além disso, essa adubadora preserva a granulometria do fertilizante para maior eficiência de aplicação.
Por fim, garante um excelente padrão de distribuição por meio da regulação do ponto de queda dos discos e do formato exclusivo das pás, que conta com duas camadas para proporcionar a sobreposição correta. O Uniport 5030 NPK é exemplo disso, que alinha qualidade e precisão com a melhor tecnologia da Jacto.
A escolha do método certo para adubação depende das características do terreno, clima e desenvolvimento da cultura. Se a aplicação foliar, por exemplo, for a melhor opção, pulverizadores são o ideal. No entanto, se for diretamente no solo, plantadeiras ou máquinas de distribuição de lanço devem ser utilizadas.
Uma decisão relevante que o agricultor deve tomar é se vai escolher máquinas automotrizes ou tracionadas, com base nas necessidades de seu campo e dos recursos que já possui.
Não há receita pronta quando se trata de adubação. Por esse motivo, algumas práticas devem ser adotadas para evitar a privação de nutrientes para a cultura. Dessa forma, o primeiro passo é realizar análise de solo para identificar quais nutrientes estão em falta e, assim, poder selecionar a quantidade exata do fertilizante em questão.
A mecanização oferece vantagens, como a economia de insumos, tempo e recursos. Além disso, podemos enfatizar:
o aumento da velocidade de execução de uma tarefa;
a diminuição da mão de obra;
o aperfeiçoamento da qualidade e eficiência da atividade;
a redução dos retrabalhos;
a promoção da sustentabilidade econômica e ambiental.
Este foi o nosso post sobre os tipos de adubação para esclarecer as suas principais dúvidas. Lembre-se que, para uma nutrição eficiente e econômica, é crucial realizar a análise de solo de acordo com cada cultura a ser implementada e contar com os conhecimentos de um engenheiro agrônomo para maiores alinhamentos.
Gostou do conteúdo? Para melhor aproveitamento sobre esse tema, também preparamos dicas sobre como escolher o melhor fertilizante para sua lavoura. É só conferir!
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